quinta-feira, 21 de abril de 2016

Com tanta noticia de violência doméstica...

Com tanta noticia de violência lembrei-me desta... (ler tudo para compreender) Mulher... Mulher é esse animal incompreensivel, esse animal que nos faz pensar, que nos faz sofrer, que nos faz ódi ... Não isso não... Pode fazer sentir amargura, tristeza talvez até penúria, mas nunca ódi ... Porque elas são belas demais, são doces e delicadas demais, se não é isso que vemos é somente porque não estamos a olhar para a certa... E a primeira da nossa vida, a MÃE, dá-nos a vida em si, e tudo o que precisamos enquanto não sabemos cuidar de nós... Com sorte, teremos também uma irmã, que nos calça os sapatos e ata os cordões enquanto não aprendemos a “dar a volta às orelhas do coelho”... E nos leva à escola e à sala de aula pela mão, tirando-nos o medo “dos meninos mais velhos”... Com sorte teremos ainda uma avó que ao aguardar um autocarro para casa abre o casaco e nos acolhe e abriga na noite mais fria e mais ventosa que temos memória... E com sorte e perseverança ainda vamos encontrar a mulher que será a mãe dos nossos filhos, avó dos nossoss netos, tia dos nossos sobrinhos... Não digas que as mulheres não prestam... Só estás a olhar para o lugar errado.... Tenshi

sábado, 5 de julho de 2014

https://www.youtube.com/watch?v=g1Zz9_p7fuY&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=g1Zz9_p7fuY&feature=youtu.be

sexta-feira, 4 de julho de 2014

S & B wedding

https://www.youtube.com/watch?v=g1Zz9_p7fuY&feature=youtu.be

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O peso do conhecimento

Um idoso, vagueando pelo centro do mercado em Dhantara, India, estava muito chateado por ter sido ignorado por um pequeno grupo de devotos de “Hare Krishna”, que andavam a recolher donativos de frutas e verduras na feira local.
Aproximou-se de outro idoso, sentando-se confortavelmente no passeio, enquanto o outro estava afagando um gato no seu colo e contemplando o movimento da feira e disse:
“Você já reparou na insolência de alguns destes jovens, ainda tão inexperientes e indisciplinados na vida, que passam apenas e ignoram-nos como se nem estivessemos aqui? Acho isso completamente desrespeitante... Com os nossos cabelos brancos e uma vida de experiência, deveriam aproximar-se e humildemente prestar os mais respeitos e mais ressonantes cumprimentos!”
O outro idoso acenou ligeiramente, mas considerou:
“Eu compreendo o seu ponto de vista… mas surpreende-o como as coisas podem ser vistas de forma diferente se alargarmos a visão sobre o assunto?…”
- “E que visão mais alargada poderá ser essa?” Perguntou o primeiro idoso.
“Exactamente o facto de carregar tanto conhecimento e tanta experiência pode fazer parecer a estes jovens que carrega um pesado fardo e de estar em sofrimento… E todos esses “bens” podem estar a eclipsar a simplicidade e a espontaniedade da sua luz interior, tal como um diamante bem-lustrado pode totalmente ser coberto por camadas de seda perfumada… Esse fardo poderá fazer com que aos olhos deles o considerem um ser Humano que, ao invés, considerem não ser apropriado de quem se aproximar e falar”... Levantou-se e começou a caminhar...
Enquanto o primeiro idoso assombrado pela lição, tendo vivido a mais intensa introspecção da sua vida, lentamente afastou-se do local… para uma nova realidade!...

Mendigo...por ti...

Hoje vinha pra casa e vinha a pensar:
a noite protege os amantes,
e desprotege os vagabundos
a noite protege-me a mim,
mas desprotege o meu coração mendigo...
que hoje se torna um
o meu coração à noite fica desprotegido,
como um mendigo,
a mendigar pelo teu amor...
fica sem paz e sem refugio,
sem guarita e sem recosto
e é assim que ele tem está,
para me conduzir,
sem abrigo e sem esconderijo...
sem porto seguro
e sem cais para aportar...
Dá luz ao farol
para de aí me guiar
e de aí me seguir
e de aí me perder...

TENSHI
Lisboa
23/09/2010
20:16

segunda-feira, 19 de julho de 2010

I'm not gonna think...


I'm not gonna think about her...
I'm not gonna think about her...
I'm not gonna think about her...
I'm not gonna think about the way she looks...
I'm not gonna think about the sound of her voice...
I'm not gonna think about the way she smells...
I'm not gonna think about how i loved to touch her skin...
I'm not gonna think about all the lovely things that she told me...
I'm not gonna think about how i loved her smile in the morning...
I'm not gonna think about how hard was to hang up the phone...
I'm not gonna think about how she made me feel a teenager...
I'm not gonna think about how she brought a little Shakespear into my life...
I'm not gonna think about how she made me believe that we were the only two persons on earth...
I'm not gonna think about how i got to believe in soulmates...
I'm not gonna think about how things will go from now on...
I'm not gonna think about how much unlikely was meeting her...
I'm not gonna think about i disbelieved her...
I'm not gonna think about about how fast she turned my world upside down...
I'm not gonna think about how she made a night last for a day....
I'm not gonna think about how she looked an angel sleeping....
I'm not gonna think about how much i miss her...
I'm not gonna think about how i catched a glimpse of paradise...
I'm not gonna think about how deep is my heart...
I'm not gonna think about her...
I'm not gonna think about her...
I'm not gonna think about her...
I'm thinking...

sábado, 17 de julho de 2010










sexta-feira, 9 de julho de 2010

Orange (só pra ti) (prefiro chamar-lhe red)


Quem não acredita
que temos uma pessoa guardada
uma alma geminada que nos está predestinada
Há quem julgue que não andamos à procura de uma só pessoa
Com quem passar esta vida dura

Mas descobri a cura para tanta falta de crença
Logo à primeira vista, contigo, na tua presença
Senti a minha energia
colar-se na tua
brincar com a tua
rir, rimar e voar com a tua

Tudo parou por momentos
Tudo cessou de existir
Tudo por instantes, para assistir a história evoluir
Foi um fluir, um desfile de pontos em comum
Um alimentar de pontos vitais há muito em jejum
Paixão cresceu em mim, algo bateu forte
E me deixou atordoado, por uns tempos sem norte

Espero que a sorte me ajude
que a esperança não mude
que a paciência aguente firme nesta atitude
até que surja ocasião mais oportuna
Para a união deste poeta com a sua musa

Não sabias disto? Não? Chegou a altura de descobrires
de sentires,tenho uma razão a dar-te para sorrires

Estás a ouvir? Aquilo que eu te digo que eu te faço que eu te mostro que por ti gravo
Estás a ouvir? É isto que eu sinto, por ti que eu sinto, por ti que eu sinto

Queria levar-te numa volta num lugar para fora daqui
Para longe daqui, hoje, ou quando desse jeito para ti
Respeito por ti, mantenho por enquanto só o sonho
de tardes passadas contigo com vista para o Tejo
Gostava de passar o dia deitado, só a olhar,
só a falar-te ao ouvido, coisas ditas com arte
Massajar-te com o óleo perfumado a sandalo
enquanto, incenso espalha aroma no meu quarto

Imagino-me a despir-te,
imagino-me a sentir-te,
a beijar-te, a acariciar-te
Nunca fugir, nunca mentir-te,
Ler poesia, sentimentos mostrados
Ver nascer o dia contigo e em quadros pintar-te,
Fazer poemas com o teu nome, a cores ou prateado,
Passar isto para a realidade por saber como é incrível
Quando comunico contigo tenho prazer de te ver,
Guardo a tua imagem nos olhos vou mantê-la a sorrir,
Luto com tudo e com todos se for preciso mas fico!
Não arredo pé que afinco na convicção do que sinto,

Não sabias disto?
Chegou a altura de descobrires, de sentires, tenho uma razão a dar-te para sorrires.


Estás a ouvir? Aquilo que eu te digo que eu te faço que eu te mostro q por ti gravo
Estás a ouvir? É isto que eu sinto, por ti que eu sinto, por ti que eu sinto

Queria que visses o mundo diferente do que conheces,
Que vivesses uma vida a sério como a que mereces,
Que me tivesses a teu lado,
Para que acreditasses nas possibilidades de encontrar a felicidade se amasses,
Se visses, que a atracção é mais que fatal, mais que local,
O meu interesse em ti é mesmo total,
é platónico, nada existe, ninguém sabe, ninguém se apercebe disto,
Que em mim quase não cabe,

Quase expludo, guardo tudo isto bem lá no fundo
Aguardo a tua receita para trazer ao meu mundo
Não me iludo,
Mas acredito no sentimento
acima de tudo espero que isto fique no pensamento
Que te faz sorrir, vibrar de contentamento,
Parar por um momento, fazer contas ao tempo,

Já perdido sem sentido, acreditas no destino?
Tatuei no braço por saber que me ia encontrar contigo,
Arrepiei-me quando vi pela primeira vez o teu sorriso,
E enquanto escrevo isto arrepio-me quando penso nisso.

Não sabias disto?
Chegou a altura de descobrires, de sentires, tenho uma razão a dar-te para sorrires.

Estás a ouvir? Aquilo que eu te digo que eu te faço que eu te mostro que por ti gravo
Estás a ouvir? É isto que eu sinto, por ti que eu sinto, por ti que eu sinto...


Tenshi
10/07/2010
Baseado na música de ACE
Respect!!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aparelho redutor de stress



Instruções de utilização:

- Imprimir a imagem numa folha standard A4

- Recortar pelos limites

- Colar numa superfície plana e firme

- Seguir as instruções adicionais constantes no próprio aparelho...

TENSHI
07/07/2010

sábado, 3 de julho de 2010

If god had a facebook

Fábula do Porco-Espinho


"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, apercebendo da situação, resolveram juntar-se em grupos, assim agasalhavam-se e protegiam-se mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, precisamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram…

Moral da História:
“O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas,
mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro
e consegue admirar suas qualidades.”"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vamos acabar com a crise...


E que tal acabarmos com a crise de uma vez por todas...? Hoje dei por mim a pensar em um conjunto de coisas que até agora ainda não se tinham misturado ao mesmo tempo na minha mente, o número de ricos (milionários) em Portugal aumentou nos últimos anos, (defina-se por milionários aqueles que têm uma riqueza líquida acima de um milhão de dólares, ou seja sem contar com a primeira habitação e etc.. (que diga-se de passagem que às vezes são apartamentos de meio milhão, ou mais (de euros), dei comigo a pensar também que querem que trabalhemos mais cinco horas por semana, para enriquecer mais um bocadinho esses 10 000 portugueses (milionários)... Dei comigo a pensar que nos querem retirar o 13º mês e tudo o mais que possam para pagarmos um TGV e outras ilusões de grandeza (que diga-se de passagem 49% de nós não vai ter necessidade de utilizar e os outros 49% não vai ter meios para pagar um bilhete (os outros 2% são os políticos e os 10000 a que nós pagamos o bilhete)... Mas agora que me questionei, a solução para acabar com a crise até me parece simples...
Se conduzimos sem carta, multa, se passamos um vermelho, multa, se pescamos sem licença, multa, se passamos fora da passadeira, multa, até se fazemos um xixi na rua porque não há WC público disponível, multa... Ora, para todo o acto indevido há a respectiva "multa", então dei comigo a pensar em outra coisa, uma frase que ouvi há uns tempos, um dos maiores erros do Mundo é que por norma a incompetência não dói ao incompetente... Então que tal ser criada uma multa para os maus gestores, para os maus governantes? Ora o Sr. Eng. fez asneira ao aprovar um TGV, MULTA, o Sr. Dr. fez asneira ao querer X submarinos inúteis, MULTA, o Sr. Dr. fez x lucro indevidamente com negócios do Estado, MULTA... Ora, a crise seria mais que bem paga só com este tipo de situações... e nós (Zé Povinho) continuaríamos com algo para sobreviver...

Tenshi
Lisboa
28/06/2010
23:10

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A verdade dói... (um excerto)



(Há uns 12 anos atrás comecei a escrever uma "história", há dois anos tentei terminar, mas infelizmente coincidiu com uma triste perda na minha vida, agora, vou tentar mais uma vez... Deixo um excerto com 12 anos de idade, corrigido pelas noções do hoje...
Quaisquer comentários serão muito apreciados.


.........................

Fernando estava deitado na cama com a fotografia de Bianca numa mão e a carta na outra, nem tinha a certeza de que a queria ler, naquele momento não sabia se queria saber o que se passava com ela mas também não podia deixar o assunto pendente. Então fechou os olhos pensou nos momentos bons que tinham vivido juntos, no último beijo e que afinal não seria nada de mais... Abriu os olhos e rasgou o envelope, retirou lá de dentro a folha que continha o que ele esperava ser a resolução dos seus problemas, e começou a ler:

Coimbra, 6 de Novembro de 1998
Fernando:

Tinha escrito uma carta com duas palavras para ti, mas pensei bem e achei que merecias mais, maior consideração, e então joguei a outra carta fora e comecei a escrever esta. Mas está descansado que vais saber exactamente quais eram as palavras que estavam na outra.
Há certas coisas que eu te devia dizer, mas não é algo que se escreva, é preciso dizer cara-a-cara e como agora não sou capaz de te enfrentar nem de te olhar nos olhos não o faço.
Nunca tive jeito para escrever, tu tens, consegues fazer algo que poucas pessoas são: emanar para o papel os teus sentimentos, nunca desperdices esse dom...
Sem arrastar mais vou terminar esta carta com as tais palavras e dizendo também uma coisa que pode parecer um discurso melodramático, mas não o é. È sim um conselho obrigatório a seguir: Sê feliz e não te feches aos outros como eu estou a fazer (um dia compreenderás tudo isto).
ESQUECE-ME e ESQUECE-NOS. – Eram estas as palavras. Se ainda não entendes-te eu explico-te: tu não és para mim, pois eu não te mereço. PROCURA QUEM TE MEREÇA. Só me resta pedir-te desculpa por ter levado isto tão longe, acredita que não queria ferir sentimentos. Desculpa.
Adeus e até sempre.
P.S.- Nunca te esqueças: Eu adoro-te!

Nem queria acreditar, apesar daquilo que ela tinha feito não estava de todo à espera daquilo. Como era ela capaz? Ele não queria entender tudo “um dia” queria-a entender “agora”.
O que se passaria com ela, por muito que tentasse não conseguia perceber. Então fechou os olhos e forçou-se a dormir queria apenas esquecer as cruéis palavras naquela fatídica carta, mas a imagem da pessoa, que se alguma vez tivesse amado a sério seria a ela, não parava de o atormentar.
Sentiu-se desesperado, não podia ficar ali nem mais um minuto tinha que ir dar uma volta para espairecer, sentia necessidade de deambular pelas ruas como não fazia já há tempos.
Saltou da cama e sem pensar em mais nada saiu de casa.
À porta cruzou-se com a mãe, mas nem a olhou na cara, ela ainda lhe gritou:
–Fernando anda cá que preciso de falar contigo.
Mas ele nem vacilou e continuou a andar no seu ritmo acelerado.
Andou, andou até chegar a um jardim em frente a casa da sua princesa e ali ficou a olhar a janela do seu quarto como se na esperança de a ver lá. Depois conformou-se e voltou para casa.
Quando chegou a casa abriu a porta devagar, não queria que a mãe acordasse se já estivesse a dormir, ele pelo menos esperava que sim...
Ao chegar à sala viu a mãe sentada no sofá. Ao ver a cara de reprovação dela apressou-se a dizer:
–Não estou com cabeça para te ouvir e vou-me deitar!
–Ouve lá, por teres problemas não tens que maltratar os outros, todos têm. Disse ela num tom que o assustou pois nunca o tinha ouvido antes.
Porém isso não o deteve e seguiu para o seu abrigo. Fechou a porta à chave, deitou-se na cama e esperou que o sono o invadisse.
Não teve de esperar muito...
Na manhã seguinte foi acordado pelo som do telefone, se fosse noutra altura tinha corrido a atender, mas como tinha quase a certeza que não era a Bianca nem se dava ao trabalho de se levantar, depois de tocar quatro vezes parou. A mãe tinha atendido, ainda bem, até podia ser algo importante. _pensou ele.
Olhou para o relógio eram nove e quinze, tinha que se despachar pois tinha aulas dali a meia hora. Tomou um duche rápido, vestiu-se e foi tomar o pequeno almoço, enquanto o preparava notou num papel em cima da mesa, uma mensagem da mãe:

"Fernando fui à casa da D. Margarida porque ela me telefonou a pedir que eu passasse por lá porque queriam falar comigo.
Vê se não te atrasas para as aulas, já tens um monte de faltas. Para o almoço está uma pizza no frigorifico. Adeus. Um beijo."

Que raio podia querer a D. Margarida, bem, mas ele já não queria saber. Comeu e sem grande vontade lá foi para a escola.
Durante o dia as horas teimavam em não querer passar, mas finalmente ouviu o toque de saída. Sem paragens lá foi ele a arrastar-se para casa. Ao lá chegar viu algo de estranho, o carro do pai à porta, não era normal vê-lo ali ele só o visitava pelos anos e pelo natal. Mas com o que lhe estava a acontecer ultimamente...
Já lá dentro viu os pais juntos a conversar, um cenário estranho que já não via há tempo.
Realmente tinha que se passar algo, algo de importante, o pai não faria aquela viagem só por acaso, e nem era dia de festa, ninguém fazia anos nem nada. Será que a mãe o tinha chamado por causa da sua indisciplina? Não, não podia ser, ele já tinha por vezes feito pior e o pai nem tinha ficado a saber.
–Olá pai._ disse ele a chegar-se ao pé do sofá.
Então o pai que só na altura deu pela presença do filho levantou-se e olhou-o com uma cara de tristeza.
Fernando pensou: –Aí vem bronca, vou apanhar seca...
Mas antes que pudesse voltar a pensar fosse o que fosse o pai abraçou-o, um gesto que nunca tinha feito antes, pelo menos daquela maneira não.
Fernando assustou-se e repeliu o pai com os braços, não estava habituado àquele tipo de carinho por parte de ninguém, muito menos do pai.
–O quê é que se passa? _perguntou assustado.
–Fernando, só queremos que saibas que apesar de tudo gostamos muito de ti. _disse o pai num tom de premonição a desgraça. -O quê é que se passa? Já perguntei.
–Fernando antes de mais tens que prometer que não fazes nenhuma estupidez. _pediu a mãe.
–Mas que raio, vão-me dizer ou não? _gritou ele.
–Está bem tem calma, a tua mãe chamou-me porque achou que era melhor falarmos os dois contigo…
–Já estás a enrolar outra vez. _interrompeu o filho desta vez mais calmo.
–Sim tens razão, vamos directos ao assunto senta-te no sofá que eu explico-te tudo. _atalhou a mãe.
E assim o fez, sentou-se no pequeno sofá em frente dos pais sempre sob o olhar deles.
–Sabes hoje fui à casa da D. Margarida, ela tinha-me pedido para passar por lá.
–Sim eu sei, eu vi o bilhete.
–Tenho ali uma carta da Bianca para ti.
–Há é só isso, as cartas dela já não me afectam, não te preocupes, já estou calejado, já me chateei o que me tinha a chatear e daqui já não passa.
–Não Fernando é muito mais do que isso, mas peço-te que não faças nenhuma estupidez .
–Mãe…
–Está bem, hoje estive na casa da D. Margarida a falar com a Bianca.
–Com a Bianca? _Inquiriu incrédulo. Mas ela tinha aulas hoje, devia estar em Coimbra.
–Sim, mas ela estava cá e já não anda na universidade, anulou a matricula.
–O quê? Ela está em casa agora? Quero falar com ela!
–Não voltou para Coimbra.
–Voltou para Coimbra? Não estou a perceber nada. Então se ela já não está a estudar lá.
–Sim, mas ela vai ficar a morar lá, não sabe até quando.
O pai permanecia apenas um espectador atento a todo aquele melodrama.
–Porquê? _perguntou quase desesperado.
–Quando leres a carta vais entender tudo muito melhor...
–Então dá-me lá a carta. _disse ele num tom de voz que seria de ordem não estivesse a falar com a mãe.
–Está bem. _disse ela tirando-a da mala. Mas antes ainda tenho que te dizer uma coisa.
–Diz lá então! _insistiu ele.
–A Bianca pede muitas desculpas, ela queria-te dizer pessoalmente , mas não conseguiu, ela disse que não seria capaz de olhar para ti e falar contigo, tu não sabes como ela está a sofrer…
–COMO ELA ESTÁ A SOFRER? Não acredito. Será que ela pensa no que eu sinto, afinal tudo isto é culpa dela, foi ela que começou a fugir de mim e continua a fugir. _gritou ele com a raiva a proferir-lhe as palavras.
–A Bianca está doente. _disse o pai sem levantar os olhos, não teve coragem para olhar os olhos do filho que entretanto se levantara à sua frente.
–Doente? Doente como?
–A Bianca tem uma doença incurável. _disse a mãe com a frontalidade que ele requeria.
–Incurável?
E deixou-se cair no sofá, sem força para continuar de pé.
Fez-se um silêncio sepulcral.
Fernando sentiu naquele momento o mundo a desabar sobre ele, e ele sem força para segurar uma pequena pedra que fosse.
Depois ouviu-se umas palavras trémulas vindas daquela alma rasgada e desfeita:
–E é?... É?...
–Sim é!..._a mãe também não teve coragem para pronunciar a tal palavra. Está numa fase avançada, tem cerca de dois a três meses de vida.
–NÃO! _gritou ele com todos os sentimentos a cruzarem-lhe o coração ao mesmo tempo.
–Fernando tem calma. _pediu o pai.
Mas este nem o ouviu, agarrou na carta e trancou-se no quarto. Deitou-se na cama e começou a chorar, as lágrimas lavaram-lhe o rosto, mas o que lhe lavaria a alma que de súbito tinha ficado negra de tanta tristeza.
Tudo aquilo não tinha uma razão de ser, Bianca nunca tinha mostrado sinais de doença, quanto mais assim tão grave.
A carta! De repente lembrou-se da carta que segurava com tanta força. Com as mãos trémulas abriu o envelope com tanta delicadeza como se estivesse a segurar o bem mais precioso e delicado do mundo.
Ao retirar as folhas lá de dentro reparou logo numa fotografia dos dois que tinha sido tirada no baile de finalistas, ele já nem se lembrava que tal fotografia existia. Virou-a e leu a dedicatória:

Fernando:
Nunca te esqueças de mim, de ti e de nós.
Beijos desta rapariga que nunca se
esquecerá dos bons tempos que passámos juntos.

BIANCA
A tua princesa

Pousou a fotografia desdobrou as folhas e começou a ler:
Fernando:
Desculpa-me por tudo, desculpa-me pela outra carta , por não atender os teus telefonemas, mas não queria que sofresses mais do que o necessário nem antes do necessário, mas foi estupidez da minha parte devia ter-te dito logo.
Por esta altura já sabes o que se passa comigo, penso que a tua mãe já te disse, pedi-lhe para que esta carta não fosse tão seca... Tudo começou quando fui fazer os tais exames para a faculdade, encontraram lá algo de estranho e pediram-me para fazer mais uns e acabaram por descobrir a tal maldita doença tão rara que eu nem a estudaria, nem sei pronunciar o nome, também vendo bem, de que vale saber o nome se o importante é que tenho tão pouco tempo de vida.
Sabes Fernando, por ironia do destino quando chegamos perto da morte é que descobrimos a vida. A morte não me assusta, mentalizei-me que a minha vai chegar mais cedo, só isso, mas por outro lado o sofrimento isso sim já me preocupa, principalmente o teu. Não queria que sofresses por causa de mim, por isso é que não queria que soubesses.
Vou continuar a morar no apartamento em Coimbra, não suportaria ver as caras das pessoas daí a olhar-me com uma expressão a dizer: Condenada!
Ao menos aqui as pessoas quase não me conhecem e as minhas ex-colegas tratam-me de maneira a que eu não me sinta mal, digamos que eu sou o seu primeiro paciente em fase terminal. Apesar da minha situação ainda tenho sentido de humor, hem?...
Desculpa não te querer ver, mas quero-te recordar feliz, não a olhar para mim com tristeza.
Na realidade és a melhor recordação que eu vou levar desta vida que não foi meiga comigo, e não estou a dizer isto para que me perdoes pelo que eu te fiz nem por algo do género, não preciso disso, daqui a pouco tempo tudo estará acabado para mim.
Tenho muita pena de não ter tempo para fazer certas coisas que tinha planeado, sonhos de uma vida sabes?
É esquisito não se poder dizer coisas do tipo: “No próximo verão vou outra vez para o Algarve com os meus pais” ou “para o próximo ano repetimos”, o o dizer, "quero ficar contigo para sempre"...
É triste saber que pior que gostarmos de alguém, mas não estarmos juntos por não sermos correspondidos é gostar de alguém, sermos correspondidos, mas não podermos estar juntos porque o destino decidiu oferecer-me esta doença.
Foste a melhor coisa que me aconteceu na vida.
Adeus e até sempre.
Amo-te...

BIANCA


As lágrimas não paravam de lhe correr dos olhos...

.............................

Tenshi
Grândola
Lost track of the timeline ...

domingo, 20 de junho de 2010

Um pequeno "agradecimento"...

video

Adeus e um até já...


Não faço ideia do que vou escrever, mas senti uma necessidade e um ímpeto para o fazer... Sexta-feira, 18 de Junho do ano 2010, na hora de almoço do trabalho e enquanto esperava que fosse servido olhei para a televisão (coisa rara mesmo) e no roda-pé estava a notícia: Morreu o escritor português José Saramago... Morri durante uns instantes também... Congelei o olhar na TV, à espera que a noticia desaparecesse, como quem não quer acreditar... Apesar dos seus 87 anos, Saramago é daquelas pessoas que nos fazem acreditar que vão viver para sempre, que sempre poderemos contar com a sua genialidade, mas não... Passado um dia lá consegui encarar a verdade... Agora que digiro a noticia apetece-me perguntar: "Morreu o escritor Português?" Escritor? escritor sou eu que despejo umas linhas para o papel de vez em quando... escritor é o "zé dos passarinhos" que escreve poesia crua na toalha de mesa... Pensando em escritores destes últimos anos, em quem pensamos? Saramago!... Não isso é muito limitado, pensado em escritores das últimas décadas, em quem pensamos?... Saramago... Não isso ainda é muito limitado... Pensando em escritores Portugueses do último século, em quem pensamos? Saramago... Mas vamos expandir a mente e vamos mais longe... Pensando nos escritores Portugueses de todos os tempos... Pessoalmente penso em Luís de Camões, Fernando Pessoa, Cesário Verde e José Saramago... Não meus amigos, não morreu um escritor Português, Faleceu o maior génio da Literatura Portuguesa dos últimos séculos (na minha humilde opinião claro)...
Um abraço

Tenshi
Lisboa
20/06/2010
01:21:36

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Resposta a um coração "ferido" e a uma longa despedida...

Lembro-me que quando era "miúdo" demorava muito à mesa quando não me apetecia comer... Acho que mantemos essa característica toda a vida, quando não queremos fazer algo arrastamos a coisa o mais que podemos (ou o inverso, quando queremos fazer a coisa perdurar)... Acabei por guardar a conversa porque algumas coisas me soaram tão bem que me inspirou para escrever um texto (para breve), adorei mesmo a teoria de que deveríamos nascer com alguém predestinado que nos fosse compatível poupava-nos muitas tristezas e muitas cabeçadas, apesar de isso fazer parte do processo de aprendizagem e formação de carácter, poupava-nos muitos dissabores e tristezas... Nos anos que trabalhei com crianças (principalmente no Karaté) aprendi não vale a pena dizer a uma criança que se ela fizer uma coisa de determinada forma daqui a uns anos ela vai conseguir fazer aquilo muito bem, ser o melhor... Não, a criança quer fazer aquilo agora!... E nós somos crianças, queremos ser felizes agora, não queremos esperar 2 anos para criar essa felicidade.. como "Alguém" disse: "mas apetecia me ser feliz agora", sim, a mim também, mas a felicidade instantânea é como os bolos instantâneos, junta-se leite, vai ao forno e já está... e perde-se na memória, passados uns tempos nem nos lembramos... Mas um bolo em que partimos os ovos, juntamos a farinha, o leite, o açúcar, o cacau, o fermento, misturamos tudo e provamos com o dedo, misturamos mais leite porque ficou muito "grosso", depois mais farinha porque ficou muito líquido...Depois mais um ovo porque adicionámos demasiado leite e farinha... Esses são diferentes, dão mais trabalho, exigem mais de nós, mais tempo, mas esses guardam-se na memória... E normalmente até saem da forma, e afinal de contas é isso que devemos desejar... Uma felicidade que nos encha e nos transborde...

PS- Obrigado, há muito tempo que eu não sentia o que senti hoje, a capacidade de escrever/descrever o turbilhão que normalmente me habita a mente e gostei do resultado... (se bem que deve ser difícil compreender, é normal...)
Obrigado C.N.

Tenshi
Lisboa
18/06/2010
01:23

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Palhaçinho Triste


O "poema" inspirador de "Clownie"


Era uma vez um palhaço
Não era um palhaço como os outros
Não era um palhaço alegre
Era um palhaço triste
E era tão grande a sua tristeza
Que todos achavam graça
Á sua tola cara triste
Mas ninguém sabia
Que essa tristeza
Era toda a sua vida
Mas um dia o palhaço
Sentiu algo diferente
Sentiu que tudo era bom
Sentiu-se feliz...
Mas as pessoas diziam
Que ele já não era engraçado
Então voltou a ficar triste
Porque já não gostavam dele
E eles voltaram a rir
E triste o palhaçinho ficou feliz
Por ter recuperado a sua tristeza.

Tenshi
Grândola
Algures no passado

terça-feira, 15 de junho de 2010

O Velho



Sozinho
Num dia domingueiro
Alguém bateu á porta
Era um senhor velhinho
Mas distinto
Barba branca, olhos profundos
Daqueles que conseguem prescutar uma alma
Reconheci-o de imediato
Vendedor ambulante
Mostrou-me vários livros:
Este é de uma bela rapariga
Bela, inteligente, mas um pouco complicada
Também tenho este muito interessante
Sim, este baseia-se mais no interesse
Esta rapariga é morena, quase banal
Não fosse o seu ser tão belo
E por fim
Dos livros que penso lhe interessarem
Tenho este, não sei porquê lhe interessa,
É de um estilo de escrita totalmente diferente
Aqui a rapariga não é bela
Não é um ser magnifico
Mas se calhar gosta é do escritor, não?
Pedi-lhe que me mostrasse os três livros
Entregou-mos na mão
Olhei-os, devolvi-lhos,
Disse que não queria nada
Voltei-lhe costas e fechei a porta.
Não, não queria nada do velho Amor.


Tenshi
Grândola
05.12.98
20:37:35

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mad world - My first video project here


Well, finally i went "out boarders", my first video is out, had no intention to do this, but "something" impeled me to... Actually it took a little longer than 30 min... But, what a heck, it was an insomania anyway... Click on play to watch...

It's possible that madness is no more than intelligence, who tired of this word's madness, has taken the intelligent decision to become mad...

video